quinta-feira, 20 de março de 2014

Supernatural: foi legal, mas já deu, né? [SPOILERS]



Eu não comecei a acompanhar Supernatural logo que começou a ser exibido, em 2005. Nessa época, que nem faz tanto tempo, pouca gente conhecida acompanhava as séries que estreavam nos EUA, não era como hoje. Hoje é possível encontrar na Internet desde episódios legendados em tempo real até episódios no dia seguinte com uma legenda de qualidade razoável/boa.

Hoje é muito mais fácil acompanhar as séries sem ter que esperar a boa vontade dos canais brasileiros, mesmo os pagos.

Quando comecei a assistir todos os episódios em sequência, a série já estava na quinta temporada, se não me engano e, posteriormente a isso, comecei a acompanhar os episódios que saíam a cada semana. Antes disso, via episódios esporádicos (e dublados) no SBT.

E foi justamente na quinta temporada que, na minha opinião, a série deveria ter acabado.

A ideia de explorar lendas urbanas, colocando dois personagens carismáticos, ao som de AC/DC e um complemento de trilha sonora muito bom, para caçar monstros, um mais feio do que o outro, viajando num carro que praticamente tem personalidade própria não poderia dar errado.

A trama da série, até a quinta temporada, é bastante razoável, considerando a proposta dos produtores. Supernatural nunca foi uma série genial, mas como entretenimento cumpriu bem sua função. Teve elementos de terror, de drama, comédia e ação. Um ou outro episódio "nada a ver", mas nada grave.

Isso até a quinta temporada.

O problema é que, depois da quinta temporada, a trama original acabou. Sim, acabou.

O final com Sam possuído e preso no inferno, Bob e Castiel mortos e Dean como único sobrevivente seria um excelente final. A história faria muito sentido se terminasse ali. O desfecho tão esperado e imaginado havia acontecido de maneira satisfatória.

Mas não. Infelizmente não. Resolveram produzir uma sexta temporada, uma sétima, uma oitava e agora estamos na nona temporada.

Nessas quatro temporadas que seguiram, a história deu tantas voltas, apelaram tanto ressucitando, revisitando, desfazendo o mundo criado até a quinta temporada. A trama já mudou de rumo e já apelaram tantas e tantas vezes, no sentido de extrapolar totalmente o "sistema" criado pela série e deixar a história em aberto para poder jogar qualquer coisa que se queira nela, que eu confesso que já estou meio perdido e não vejo a hora de acabar.

E você?

Média cega, fala amolada



Desconfie de resultados mirabolantes que citam a média como única medida estatística de comprovação.

Por exemplo, você pode ouvir/ler por aí que o salário médio do brasileiro é de R$ 1.649, que o número médio de filhos por mulher (taxa de fecundidade), no Brasil, atualmente é de 1,8 ou que, na média, para cada barril de petróleo retirado um é água. Não, eu não me canso de usar este último exemplo.

O fato é que a média, analisada isoladamente, não diz muita coisa. A média não passa do valor intermediário entre os extremos da distribuição dos dados em questão.

Na faculdade de Matemática, que fiz no começo da década passada, tive um Professor de Estatística que dizia: "se eu como um frango e você nenhum, na média, cada um comeu meio frango, só que eu estou com indigestão e você com fome". Eu jamais vou esquecer dessa brilhante contextualização e toda vez que me lembro dela, mesmo agora, acabo rindo sozinho.

É claro que a média tem um poder de síntese, afinal, ela expressa, de certa forma, uma concentração dos valores numéricos obtidos na amostra em torno de um único valor. Então, na ausência de estatísticas mais completas, a média pode servir como guia de análise.

Entretanto, numa época em que temos computadores em nossas mãos e a computação de vestir está "estourando por aí", numa época em que a obtenção de dados suficientes para uma análise mais completa não é, na maioria dos casos, algo intangível, apresentar a média como se fosse o "suprassumo" das análises estatísticas, como acontece bastante nos meios de comunicação, é leviano e desonesto.

Isso me leva a afirmar o seguinte: quer uma análise dos seus dados que leve a conclusões válidas e úteis? Você tem duas opções: (a) estude Estatística, (b) consulte um(a) estatístico(a) ou alguém que também tenha bons conhecimentos em Estatística.

Senão você pode acabar com indigestão ou fome.