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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A Rede Globo de Televisão realmente mudou?

Aos colegas esquerdistas, e para os desavisados também, que vinham enaltecendo a Rede Globo de Televisão por sua suposta mudança de postura no que diz respeito a "jornalismo", por conta de apontar os óbvios despaltérios desses internos de uma ala psiquiátrica de esquisofrênicos que governam o Brasil.

O que vi de relance ontem e hoje pelos telejornais surpreende um total de zero pessoas: novos ataques a servidores públicos, separando-os dos serviços públicos como se um existisse sem o outro.
Uma manipulação baixa e encomendada por quem realmente manda no país: os ricos.
P. S.: não, não estou falando de você que financiou sua casa em 35 anos e seu celta 2002 em 48x. Fique de boa.

Aqui vai o texto que inspirou esse post aqui no Blog:



Com a matéria-encomenda do Instituto Millenium de ontem o Jornal Nacional volta a militar pelas políticas públicas...

Publicado por Wilson Gomes em Terça-feira, 11 de agosto de 2020

sábado, 16 de abril de 2016

50%PETRALHA, 50% ISENTÃO


Dilma e o PT erraram, um monte, sob quase qualquer ângulo que você olhar para a condução da economia. Também acertaram um monte, mas essa quantidade de erros é inaceitável para um governo que anuncia distribuição de renda e mais oportunidades aos menos "afortunados". E que tenta, sem sucesso, satisfazer a esquerda de onde alega ter vindo.

Dilma e o PT se comunicaram mal, um monte. Tornando ainda mais difícil a vida da militância, aquela que tem que vencer uma mídia tendenciosa e vendida em sua maioria. Resultado: hoje é praticamente impossível apontar os acertos do governo sem ser linxado.

Vários políticos do PT se envolveram diretamente em casos de corrupção. Disso ainda não há nada contra Dilma, pelo menos de maneira direta e comprovada. Outros partidos também estão envolvidos até a tampa, mas o PT deveria dar o exemplo em vez de entrar no jogo para se manter no poder o quanto pôde. Ainda está jogando para tentar se manter no poder.

Mas, ainda assim, eu tenho três motivos muito bons para me posicionar contra o impeachment:

1) a motivação do impeachment é ilegítma;

Não, amiguinho(a), a motivação do impeachment passa longe de ser as tais "pedaladas". Isso é apenas um teatro baseado numa brecha jurídica que não atingiu nenhum político até hoje. Eu até concordaria que Dilma fosse a primeira de muitos(as), mas tenho uma certa dificuldade de acreditar nisso, você acredita?

A motivação para o impeachment é a disputa por poder e a defesa dos interesses dos mais ricos, aqueles que compram eleições, não o dono da microempresa da sua cidade. Não que Lula e Dilma nunca tenham defendido os ricos, mas o que vem por aí parece muito pior nesse sentido.

2) os beneficiários do impeachment;

Aqui caberia mais um textão, mas acho melhor só dar uma dica: não seremos nós.

3) quem está conduzindo o processo de impeachment.

Caberia outro textão, mas uma definição que resume bem quem está conduzindo esse processo é: uma corja de bandidos e vagabundos.

Há outros motivos, claro, mas esses três são os meus melhores.

Até a próxima.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Por que não adianta protestar contra a corrupção?



Antes de responder à essa pergunta, deixe-me evidenciar um fato: você é corrupto(a). E pior, todo ser humano o é, em algum nível. Uns mais, outros menos, dependendo da "régua" com que medimos.

Não consegue enxergar o quanto você é corrupto(a)?

Vou lhe fazer algumas perguntas para ver se refresco a sua memória ou, quem sabe, abro os seus olhos para alguma prática que você não considera ser corrupção mas é.

Vamos lá:

Você já furou fila, qualquer tipo de fila? Estacionou em vagas reservadas para pessoas com necessidades especiais ou idosos? Já entrou na fila de 10 itens do supermercado com mais de 10 itens? Já entrou na fila do caixa reservado para idosos e gestantes? Tem "sky gato" em casa? Baixa filmes, músicas ou jogos da Internet sem pagar? Fornece cópias desses filmes/músicas aos amigos gravados em DVDs virgens comprados no PY? Já comprou filmes piratas na rua? Já colou numa prova? Cuidado ao responder essa, porque eu sou Professor. Já fez uma ultrapassagem em faixa contínua? Já subornou um policial? Já recebeu troco a mais e ficou na sua? Já pagou para alguém trazer produtos do PY acima da cota e não pagou impostos? Aliás, já sonegou impostos ou não pediu nota fiscal (contribuindo assim para a sonegação)? Já tentou combinar com médicos para pagar a consulta e fazer a cirurgia pelo SUS? Já pediu ou pagou alguém para "levar os pontos da carteira de motorista" no seu lugar, para que não perdesse a licença para dirigir?

Vou parar por aqui para não aumentar ainda mais o parágrafo anterior, que já ficou grande. Se você não fez nenhuma dessas coisas, meus parabéns! Porém, isso não significa que você não seja corrupto(a) em algum nível, apenas significa que você o pode ser menos do que a maioria das pessoas que eu observo e até mesmo menos do que eu, subjetivamente falando, é claro. Não há como ser objetivo ao se medir o "nível de corrupção".

Na minha opinião, o fato de todos sermos, em algum nível, corruptos(as) não é o que atrapalha protestar contra isso.

Mesmo que você tenha respondido "sim" a algumas das perguntas que fiz, não significa que você não seja contrário(a) à corrupção. Na verdade, há pessoas que realmente são contra e aquelas que fingem ser, ou seja, ninguém jamais admitirá ser A FAVOR da corrupção.

O protesto contra a corrupção é inútil porque ela é algo intangível, incomensurável e, da forma como protestamos contra ela atualmente, infelizmente, jamais obteremos resultados práticos. Quando eu vejo um político dizendo que "vai lutar contra a corrupção", eu penso: mas, supostamente, todo político não deveria ser honesto e lutar contra isso? Como saberemos qual político está falando a verdade quando diz ser honesto?

Para realmente diminuir a quantidade de políticos corruptos, seria necessário haver uma organização popular que elaborasse medidas para dificultar essa tão odiada prática além, é claro, de aplicar as leis já vigentes. Não adianta sair às ruas dizendo que somos contra a corrupção achando que os políticos, velhos e novos, por bondade em seus corações, deixarão de nos roubar bilhões.

Eu sei que é pouco, é revoltante, mas é quase tudo o que se pode fazer, já que não conseguimos saber antecipadamente as reais intenções daqueles que se candidatam, com exceções é claro. Outra coisa que podemos fazer é no nosso dia-a-dia tentarmos ser menos corruptos. Você pode achar que não faz muita diferença, mas lembre-se que os políticos que lá estão emanam do povo, queira você ou não.

E chega de corrupção por hoje.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Cada 1% de aumento na taxa de juros custa R$20 bilhões aos brasileiros


Gostaria, meus caros, de recomendar fortemente a leitura do texto abaixo, publicado na revista "Carta Maior" online:

Somos educados para o analfabetismo econômico.

É claro, é claro, tem um viés governista, porém, filtrando isso, os argumentos colocados pelo autor do texto para sustentar sua afirmação são brilhantes, na minha opinião.

Realmente, os meios de comunicação espalham aos quatro ventos que o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poors é algo extremamente maléfico para a nossa economia, quando isso pode não ser verdade para todo mundo.

Até por minha formação, não sou favorável a se desprezar totalmente uma avaliação de risco de investimento feita por uma agência que seja idônea, só é necessário observar a quais interesses essa agência atende.

No caso da Standard & Poors, esses interesses estão claríssimos: indicam aos grandes investidores "financistas" onde investir seu dinheiro e obter o maior retorno com menores risco e esforço. Ou seja, indicam aos realmente ricos e poderosos onde é possível ganhar dinheiro com pura especulação, sem necessariamente gerar produção, emprego e renda.

Quanto maior a nota de um país nessa agência (e outras), isso significa que este país se preocupa mais em atender aos interesses desse tipo de investidor em detrimento de outros interesses.

É uma questão de prioridades.

Você prefere pagar um Mineirão por dia de juros da dívida ou que estes valores sejam destinados a coisas que beneficiem a todos?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Evasão no Mestrado chega a 70%, por que será?

Outro dia, não faz muito mais do que um mês, alguns colegas me chamaram a atenção para a seguinte reportagem: "Evasão no Mestrado chega a 70%", veiculada pela Folha de SP.

Resumidamente, a reportagem mostra o que vem acontecendo nas grandes Universidades brasileiras: alunos de Mestrado e Doutorado estão abandonando os cursos, principalmente nas áreas de Ciências Exatas e Engenharias, por causa dos baixos valores das bolsas (R\$ 1.500 no mestrado e R\$ 2.200 no doutorado) e do surgimento de vagas com salários mais atrativos no mercado de trabalho.

O curso de Mestrado que deu título à reportagem foi o de Matemática Aplicada e Computacional, na Unicamp, registrando 70% de desistência, sendo o caso mais grave nesse sentido.

Tentei encontrar a série histórica com os valores das bolsas de Mestrado e Doutorado no site do CNPq, mas não obtive êxito nessa tarefa. Eu queria analisar os valores das bolsas em relação ao salário mínimo ou algum indicador, como a inflação por exemplo, para ter uma ideia do quanto o valor relativo das bolsas havia caído.

Eis que o site posgraduando "realizou meu sonho" e publicou em sua página do Facebook a seguinte imagem:

Fonte: posgraduando

A imagem quase dispensa comentários...

Em 1994, uma bolsa de mestrado representava 10 salários mínimos, enquanto que uma de doutorado representava 15 salários mínimos. Se essa relação tivesse se mantido constante, mestrandos receberiam algo em torno de R\$ 7.250 e doutorandos receberiam mais de R\$ 10.000, lembrando que bolsas não são tributáveis no IR, ou seja, esses valores seriam líquidos. Valores difíceis de serem superados pelo mercado, que teria que "rebolar" para "roubar" profissionais da Ciência.

Com as bolsas de hoje e o custo de vida elevadíssimo, principalmente, nas grandes cidades é quase impraticável "se manter" sem passar alguns apertos. É óbvio, é esperado, é claro que se o mercado oferecer um salário quase equivalente ao que o mestrando/doutorando alcançará quando concluir o curso e SE passar num concurso, ele tenderá a abandonar a carreira acadêmica e buscar melhores condições de vida.

Ser cientista não implica em voto de pobreza, apesar do retorno financeiro não ser a única coisa que os cientistas sérios buscam.

Olhando para este gráfico, a única, e triste, conclusão que posso tirar é: não seria possível acontecer outra coisa depois de tanto descaso de TRÊS governantes, do ponto de vista financeiro, com os nossos mestrandos de doutorandos.

Até a próxima.

domingo, 16 de março de 2014

O PT não vai salvar sua Cidade, seu Estado nem o Brasil



E nenhum partido vai. Não enquanto algumas mazelas que existem há décadas perdurarem.

A simples ideia de que um partido, no sistema político em que se encontra o Brasil hoje e com esta quantidade de problemas sociais, irá salvar a sua cidade, seu Estado ou o Brasil é uma tremenda ingenuidade.

O PT tem um estilo de governar que me agrada, ideologicamente falando. Tanto me agrada que eu sou filiado ao partido.

Falando da era Lula-Dilma em que vivemos, quando tomamos qualquer indicador econômico ou social, vemos que houve enormes avanços, apesar de todas as falhas que poderíamos apontar nas decisões tomadas pelo governo e seus aliados.

Houve avanços na Educação, na Saúde, apesar de pessoas ainda morrerem nas filas dos hospitais, milhões de pessoas saíram da miséria, milhões de pessoas puderam entrar numa Universidade ou curso técnico e conseguir melhores empregos, melhores opções, melhor qualidade de vida.

Até mesmo o estilo de privatizar, um mal necessário às vezes, é diferente. Basta comparar o que foi a privatização da Vale do Rio Doce (atual "Vale") e a privatização do pré-sal.

Mas o alcance do PT, ou de qualquer partido que estivesse no poder, em mudar a vida das pessoas encontra um limite bem nesse nível. No nível da melhoria, quando queremos o nível do "resolver" os problemas.

O Brasil é um país que precisa de reformas!!!

Reforma política, reforma tributária, reforma no sistema educacional, reforma no sistema de saúde, reforma no sistema penal. Essas são as cinco que eu consigo imaginar necessárias inicialmente.

Vejo muitos dos meus amigos e conhecidos fazendo reclamações do tipo: "nossa, quantos impostos", "nossa, que atendimento horrível no SUS", "nossa, que porcaria de estradas e ruas das cidades nós temos, mesmo pagando tantos impostos", "nossa, fulano (prefeito, governador, presidente) só faz 'cagadas'", "o bolsa família só cria vagabundos". Não com essas palavras, eu usei termos mais suaves. Também quero deixar claro que todos tem o direito e o dever de se manifestar.

O que as pessoas não conseguem enxergar, por falhas no sistema educacional ou influência da mídia, que em geral só quer nosso dinheiro, é que as coisas são muito, muito mais complexas do que parecem.

Enquanto nós continuarmos olhando apenas para os nossos objetivos, não pensarmos coletivamente, não entendermos quem nem sempre o ideal é disputar em vez de colaborar (não estou falando de caridade), continuarmos elegendo bandidos e perpetuando a cultura do "jeitinho brasileiro", nada será resolvido, no máximo pode ser melhorado.

As esferas do poder continuarão mais preocupadas com seus próprios jogos de interesse do que com os problemas que enfrentamos todos os dias. Não nos sentiremos representados como acontece hoje.

Enquanto a sociedade como um todo não se envolver para resolver estes problemas, em vez de ficar esperando que os bandidos que elegemos (que sempre são os maiores praticantes do "jeitinho") resolvam milagrosamente todos os incontáveis problemas do Brasil, reclamar dizendo "fulano só faz 'cagada'", enquanto compartilha nas redes sociais uma opinião pronta e vendida dos "intelectuais" da mídia, aquela que quer seu dinheiro, é uma reclamação tão vazia quanto a cabeça de quem a faz.

terça-feira, 4 de março de 2014

A onça virou um gatinho, mas não é bem assim...

Créditos da imagem: oglobo

Mais uma vez, uma informação verdadeira é apresentada e analisada de maneira incompleta aqui.

Sim, é verdade que a moeda, o Real, perdeu poder de compra em 20 anos. Assustadores 347,51% de inflação, fazendo com que o real tenha perdido quase quatro quintos de seu poder de compra.

Trocando e miúdos, o que se comprava com pouco mais de 20 reais em 1994 hoje não se compra por menos de 100 reais.

Até aí tudo bem.

Porém, não se pode realizar a análise de poder de compra de uma moeda desvinculando a inflação do salário mínimo, cujo valor é outra discussão.

O salário mínimo em 1/7/1994 era de R$ 64,79, hoje é de R$ 724 (Fonte: portalbrasil), isso representa um aumento de 1.117,45%, um aumento TRÊS vezes superior à inflação do período.

Cuidado com os índices apresentados e analisados de maneira isolada, infelizmente, nem sempre eles são o resumo da realidade.